“Com o país em recessão técnica, baixo crescimento, inflação em alta e um novo risco de rebaixamento pela classificação da Agência Moody´s, só mesmo o resultado do agronegócio para, mais uma vez, salvar a economia, e principalmente, a balança comercial do Brasil”. Essa é a opinião e avaliação do economista, ex-Secretário da Fazenda do Paraná e Deputado Federal, Luiz Carlos Hauly.
Para se chegar a esse cenário tão ruim, Hauly aponta uma série de fatores, a maioria decorrente da falta de um norte para a economia que tem provocado baixo crescimento econômico, queda de confiança do investidor e a já tradicional tendência de alta da dívida do Governo, contribuindo para o enfraquecimento da economia. “Como bem disse os analistas da Moody´s, qualquer ajuste levará tempo para surtir efeito e o próximo presidente terá grande dificuldade no início do mandato”.
Contrapondo a esse quadro econômico desastroso, o Ministério da Agricultura acaba de divulgar que o valor das exportações do agronegócio, de janeiro a agosto deste ano, totalizou US$ 67,61 bilhões. No período de setembro de 2012 e agosto de 2014 as exportações do agronegócio brasileiro totalizaram US$ 98,54 bilhões.
Para Hauly, mesmo tendo participação importante na balança comercial e contribuição decisiva na produção de alimentos, o setor agropecuário do Brasil sequer entra na pauta de discussão dos presidenciáveis. “Infelizmente, a grande contribuição do agronegócio não tem nenhum reconhecimento, e continua, sob a perspectiva do Governo, em segundo plano, um esquecimento profundamente lamentável para os nossos produtores”, avalia Hauly.